Reajuste de plano de saúde coletivo: como funciona e como negociar
Por que o coletivo não segue o teto da ANS e o que dá para fazer na renovação.
Resposta rápida: No plano de saúde coletivo (empresarial ou por adesão), o reajuste anual é negociado entre a operadora e o contratante com base na sinistralidade do grupo — não segue o teto que a ANS define para planos individuais. Contratos com até 29 vidas costumam ser agrupados num pool. Sinistralidade em torno de 70% é considerada saudável.
O reajuste é a parte que mais assusta quem tem plano coletivo. Entender como ele é calculado ajuda a negociar e a não trocar de operadora por impulso.
Os dois tipos de reajuste
- Anual (de custo/sinistralidade): aplicado uma vez por ano, no aniversário do contrato. No coletivo, é negociado; no individual, tem teto da ANS.
- Por faixa etária: quando um beneficiário muda de faixa de idade. Segue regras da ANS e do Estatuto do Idoso (sem reajuste por idade a partir dos 60 anos com 10+ anos de plano).
Como a operadora calcula o reajuste anual
O principal fator é a sinistralidade: quanto a operadora gastou com o grupo dividido pelo que recebeu de mensalidades. Perto de 70% é considerado saudável. Acima disso, o reajuste tende a subir; abaixo, há espaço para negociar para baixo.
Pool de risco para contratos pequenos
Contratos com até 29 vidas costumam ser agrupados pela operadora num pool: o reajuste é o mesmo para todos daquele grupo, o que dilui o impacto de uma única empresa com sinistralidade alta.
O que dá para fazer na renovação
- Pedir o demonstrativo de sinistralidade e conferir o cálculo;
- Negociar via corretora, que compara a proposta de renovação com o mercado;
- Avaliar mudança de produto na mesma operadora (rede menor, coparticipação) antes de trocar de operadora e cumprir carência de novo;
- Ações de médio prazo: telemedicina, campanhas de prevenção e orientação sobre uso do pronto-socorro reduzem a sinistralidade do próximo ciclo.
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